O seu projeto vai dar errado!
Terminado
o 1° Seminário de Gerenciamento de Riscos do
Distrito Federal, pudemos voltar a ouvir de dois grandes
especialistas internacionais de que a proporção
de projetos falhos por projetos concluídos é
gigantesca, em todas as partes do mundo.
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O Sr. Vladimir Liberzon
(Rússia) aponta que mais de 1/3 do dinheiro no
mundo está aplicado sobre a forma de projetos e
de que esta proporção é ainda maior
em países em desenvolvimento. Ainda assim, as taxas
de sucesso em projetos estão entre 25 a 35% em
relação ao total. |
Embora
já se tenha percebido melhorias em projetos nos quais
se utilizam técnicas de gerenciamento de projetos ao
invés da "boa vontade dos participantes", ainda
estamos longe de efetivamente lidarmos com projetos. Nosso Tendão
de Aquiles? O gerenciamento de riscos.
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O Sr.
Edward Fern nos mostra através de um exemplo fácil
o por quê de falhamos mesmo quando nos esforçamos
para preparar um cronograma com as estimativas do "mais
provável". Faça você o jogo das
moedas! |
O jogo das moedas
Supondo
que três pessoas joguem três moedas cada. Nosso
objetivo é contar o número de vezes que cada pessoa
precisa repetir seu trabalho até conseguir um total de
3 caras.
Para
que uma pessoa jogue três moedas e consiga três
caras, ele precisará jogar no mínimo três
vezes. E o número máximo? Se as chances são
de 50% em cada oportunidade, nós teríamos uma
expectativa de conseguir três em seis jogadas. Se tratarmos
como eventos conectados, esta probabilidade diminui.
Não
importa o percentual de chances de acertamos 3 em 3, 3 em 10
ou 3 em 20. A realidade é: mesmo sendo uma quantidade
limitada de possibilidades, podemos prever o número mínimo,
mas nunca o máximo!

Durante
o seminário, Edward demonstrou que o lado da curva além
do "valor mais provável" é bem maior
do que o lado anterior. Isso quer dizer que mesmo para eventos
simples como o de jogar moedas, qualquer cronograma de atividades
baseados nestes valores provavelmente será irrealista,
fazendo com que cliente e equipe de projeto estabeleçam
falsas expectativas para o projeto.
Qual
é a solução?
Metas de projeto devem ser estabelecidas com
base a um percentual de confiança acordado entre os participantes
e somente depois que um cronograma é
planejado levando-se em consideração eventos de
risco que podem ajudar ou atrapalhar um projeto.
Isso
significa que devemos ser capazes de montar um cronograma otimista
(no qual riscos positivos ajudam e riscos negativos não
acontecem); um cronograma mais provável (onde poucos
riscos positivos ajudam e não muitos riscos negativos
atrapalham); e um cronograma pessimista (onde não há
riscos positivos e os eventos problemáticos são
detalhados inclusive em relação aos planos de
contingência).
Com
estes três "cenários", podemos buscar
o ponto intermediário entre o "mais provável"
e o "pessimista" com base ao índice de sucesso
que for negociado entre cliente e equipe (quanto maior o índice,
maior o custo e prazo do projeto por conta das margens de segurança
ou "buffers" de projeto).
Uma
coisa é certa: Aquele primeiro cronograma criado, por
maior que seja a participação dos interessados,
por natureza é otimista e vai dar errado!
Espero ter sua audiência nos próximos
números!
Peter
Mello, PMP
Gerente de Riscos em Projetos
X25 Treinamento e Consultoria
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